Friday, November 15, 2002

Farewell post da semana:
Tou com a leve suspeita de que engravidei. Meudeuz. panico de leve, vou fechar o cafe e vou direto na farmacia comprar um teste. mark ta num panico tb. Vamos ver no que da.
Se der positivo, nao vou comprar as pills nem o poppers (que poooooooodre!!!!)
Mas espero que de negativo, nao tenho a menos vocacao para ser mae. Inda mais agora...!
Bom findi...............Disconnect!
Segundafeira tem mais. Vou contar como foi meu sabado a noite no Camden Palace. Vou numa festa house la, que vai ser o bicho. O lugar eh um ex-teatro, e eles conservaram os camarotes , o palco e tudo o mais.
Tava a fim de comprar umas pills pra perder um pouquinho da compostura, afinal tb sou gente, neh???? Tb preciso comprar mais poppers. Sabe o que eh poppers? Eh eter, bicha burra! Vem numa garrafinha e vc da aquela cheiradinha pro fundo da alma e ja sente o resultado na hora. Eh a droga gay, segundo dizem. A peninha eh que dura so alguns minutos e vc ja tah normal de novo. So que qto mais vc cheira, mais tarado vc fica. Mas tb se cheirar demais, da depre. entao, se for usar, use qdo estiver ja loucao de qq outra coisa, ou qdo antes de gozar: vc vai se sentir nas nuvens.........

Trabalho nesse cafe das 8:30 da manha ate as 7 da noite. Tenho acesso a Internet pq agora eles implantaram um sistema de entregas de comida aqui na cidade. Faco sanduiches, atendo a galera nos pedidos da hora do almoco e faco o povo do staff dar umas risadas de vez em quando, eu danco um sambinha pra animar. Europeu eh mto serio....
Agora que ja contei mais ou menos minha historia, posso voltar pro presente...
O que perturba eh a hora do banho. Vc tem que ligar o aquecedor pro chuveiro, que demora 20 min. pra ficar pronto e vc ainda tem que tomar seu banho em 10 minutos! Sem contar que vc tem que ficar pondo dinheiro no reegistro de energia toda hora, toda hora! Teve vezes que eu esqueci de desligar e a enrgia continuou rolando...gastando...Qdo acordei no dia seguinte, (atrasada 3 horas, pq nao tinha relogio, a energia tinha acabado) num podia nem acender a luz do banheiro. Tive que mijar no escuro.
Agora, nos dois moramos com um egipcio, numa ape gracinha perto da estacao de Angel, norte de Londres. Fica a dez minutos do cafe onde eu trabalho e eh central. O quarto, agora, eh super pessoal: fizemos um varalzinho com as fotos das "viagens" que fizemos: Devon, Warwick, Greenwich, Amsterdam. E claro, London. Tem uma estante daquelas dinamarquesas, de madeira palida, onde colocamos nossas roupas, pq nao temos guarda roupa. A cama eh uma delicia, fica perto do (ENFIM!!!!) aquecedor e da janela. Eh um quarto legal.
Finalemnte, consegui arrumar um emprego num cafe em City of London, que eh o centro empresarial daqui. dias depois, arrumei outro, num restaurante estiloso perto de onde eu estava morando.
Levei os dois ao mesmo tempo , ate ser demitida do restaurante. O dono encrencou comigo e cismou que eu nao tinha "vocacao pra ser garconete". Pelo menos, com essa grana conseguimos levantar o deposito para mudar para outro lugar. Essa mudanca foi sinistra...Empacotamos tudo, roupas e etc e mudamos horas depois, colocamos tudo num taxi e sumimos sem deixar rastro (e sem pagar o aluguel da ultima semana) Era a vinganca, a porra da casa nao tinha nem aquecimento no quarto, e Londres de noite, no inverno, eh um frio do caralho, um vento de gelar os ossos...Sumimos.
Depois do fim de semana em ams, voltamos juntos pra London. Comecamos a morar juntos, numa casa que , originalmente, tinha 2 brasileiros e uma casal de paquistaneses. Depois, esses brasileiros chamaram um casal e uma menina pra morar la. Entao vc ve: 12 pessoas numa casa de 4 quartos.
Chegou depois mais uma mina brasileira, vinda da espanha, sem um puto no bolso tb, que estava vivendo basicamente as nossas custas, enquanto tentava arrumar um emprgo para mandar dinheiro para pagar a casa que ela comprou no brasil. Foi ai que a gente comecou a estressar. Sem contar que eu comecei a ver umas coisas estranhas na casa, uns vultos e coisa e tal. Estresse total, comecamos a discutir, um uo total.
Pra resumir: Amsterdam foi um show. Fomos na Melkweg, que eh onde a cena hard house comecou (no mundo), e numa porrada de outros lugares. O museu da Anne Frank eh impressionante. A menina viveu escondida com a familia no porao de uma casa por anos e anos ate os nazistas acharem, na segunda guerra mundial...Sem contar os coffee shops, e a praia, perto de Haarlem, numa outra festa (ai meus deuses) com o Paul Oakenfold tocando. Quase tive um treco, tao bebada que eu tava.
Nos encontramos no aeroporto, depois de toda esse rolo. Mas o problema era o seguinte: eu nao tinha grana nenhuma. ele teria que me emprestar o minimo necessario pra dar um girinho por Amsterdam e pelo menos fumar um baseadinho (hehehhe). Ele, que eh um amor, me emprestou uma grana, e ainda bem que nao precisamos ficar em hotel, ele tem zilhoes de amigos por la. O telefone nao parava de tocar....
Peguei o aviao, cheguei em AMS, sem problemas com o visto, na boa. Msa o problema foi que: na noite anterior eu tinha pedido pra mina da EasyJet pra avisar o Mark , que tava la no aeroporto me esperando, que eu tinha sido roubada e tals. mas quem disse que a mensagem chegou nele? ele ficou desesperado me procurando no aeroporto e nada, nenhuma informacao. e pra completar, eu fui tao imbecil que deixei meu celular em casa. Graaaande....Mas o resto de inteligencia que eu tinha de backup me fez pensar e ir pro balcao de informacoes do aeroporto, onde tinha um mensagem pra mim com o telefone dele.
O Mark foi na frente (na quarta feira) e eu fui na sexta. Tudo teria sido lindo se na estacao de trem (tinha que pegar um trem pra ir pro aeroporto, que eh longe pra caralho do centro) dois negoes que pareciam dois guerreiros zulus nao tivessem me parado e roubado tudo: dinheiro (tudo o que eu tinha, e que eu ia levar pra gastar em AMS) travelcard, tudo tudo tudo. Soh o passaporte ficou comigo pq tava na mochila. Fiquei passada...
Na mesma hora, pensei um milhao de coisas: ja tava de saco de cheio de tanta zica, pensei em voltar pro brasil, pensei em ficar em londres e esperar o mark voltar, e pensei em ir pra amsterdam assim mesmo. Afinal, tinha alguem me esperando la....
A passagem nao era problema, porque a EasyJet nao emite tickets, vc tem que ir la com o seu passporte e eles te dao um numero, pra poltrona. So. mas o problema era: como eu ia pagara a passagem pra ir pro aeroporto, que era fora de Londres e que custava quase £20?
Uma das coisas que eu mais detesto , no mundo inteiro, eh policia. Mas nao teve jeito, tive que chamar a policia e explicar tim tim por tim tim, e pedir encarecidamente pra eles me deixarem viajar. Mas antes, foi aquela enxurrada de perguntas: como, quando, o que disseram, isso isso e aquilo. Eu tava tao frustrada e de saco cheio de tudo aquilo, sem um puto no bolso e ainda mais naquela situacao do cacete, desandei no choro. Foi ai que o "seo guarda" decidiu me deixar ir sem pagar a passagem.
Fui. Mas ja era tarde...qdo cheguei na porra do aeroporto, jah eram 19:45. O ultimo voo pra AMS era 7:15...Foda. Pelo menos a policia ligou la no aeroporto e avisou o que tinha acontecido, por isso eles emitiram outro bilhete. Mas tive que dormir no aeroporto, moh frustracao...Desatei a chorar de novo, tava me sentindo o ultimo dos vermes escrotos do esgoto da rua mais sujismunda de Goa, India.
Vendo minha aparente situacao miseravel, uma senhora inglesa, que estava com o marido indo pra Glasgow, perguntou o que eu tinha. De nooooovo contei toda a historia. Ela perguntou se eu estava com fome. Claro que eu estava. Eu estava consumindo minha propria gordura, jah, que nem os ursos polares fazem. Ela me deu entao um sanduiche de provolone (que eu odeio) e um moooonte de cebola (que eu odeio mais ainda) e um pacotinho de batatinha frita. Tava mais do que valendo. Agradeci de coracao e fui arrumar um lugar pra tentar dormir. Consegui dormir toda encolhida no baco e qdo acordei, tava quase na hora do check in.
Pois eh. Depois da tal festa, recebi a noticia: "Vamos pra Amsterdam semana que vem". Ta bom entao. Era uma boa oportunidade para eu mudar meu visto e tambem de conhecer a meca da maconha (eles odeiam ser lembrados dessa forma).
Ate entao, eu estava com visto de turista, o que eh um saco para arrumar emprego aqui na terra das Spice Girls. Ainda por cima, verao: toda a europeuzada vem pra ca pra passar as ferias e trabalhar, o que diminuia ainda mais minhas chances de brazuca. Entao, achei uma escola de ingles fuleiraca, que me cobrou £ 150 p[ra fazer a matricula e me dar a carta que eu precisav na imigracao, assim que voltasse pra Londres.
Ih, mudei o template e os comentarios todos sumiram. Cacete.

Thursday, November 14, 2002

Bom, nao vou escrever toda a historia, senao vira uma ladainha muito chata de ler. Mas o que aconteceu depois da semana que eu fiquei desabrigada (por orgulho, nao queria ficar na casa do Mark, que na epoca tava dividinho um apartamento com uns 4 ou 5 franceses) foi que encontrei Patricia.
Conheci essa figura tambem pela Internet, e com ela me encontrei uns dias depois de ela ter chegado por aqui, de ferias do servico e por causa do namorado, que na verdade ela ja nem sabia se ainda era namorado....O cara tinha se mandado do Brasil para a Escocia no comeco deste ano e depois disso nunca mais deu noticia. Ela, entao, de posse da senha do e-mail dele, ficou sabendo que ele estva em Londres e pra ca entao veio, na esperanca de encontra-lo.
Passamos tres semanas juntas, e em nossa peregrinacao para achar um lugar para morar, nos mudamos para a casa de um portugues que estava reformando uma casa, que seria mais tarde alugada "so para mocas". Desistimos. O lugar era longe, sem nenhum ponto de onibus por perto, e nem sinal de supermercado, ou coisa que o valha. Mochilona nas costas de novo. Ja sem esperancas e sem dinheiro, achamos um lugar onde nao precisamos pagar deposito de um mes, como eles sempre pedem por aqui...Eram tres primos, brasileiros, que alugaram um dos quartos da casa para nos duas.
Patricia penou e penou para achar emprego. Achou. Num restaurante duas horas distante de Londres, onde fazia de tudo. Lavava, cozinhava e servia as mesas. Sorte dela: ironia do destino, no dia 21 de julho, apenas dois dias antes das ferias dela expirarem no Brasil e um dia antes do prazo final para usar o bilhete de volta, resolvemos ir numa house party. Sabe o que eh isso? Foi uma loucura. Eu, Mark, um amigo austriaco que esqueci o nome e Patricia. Dancando alucinada no ritmo do hard house e do ecstasy, sinto uma sacudida e uns gritos no ouvido...Ela encontrou, naquela festa, a maior do verao londrino, o namorado que a deixou em Sao Jose dos Campos. Mas eles nao se falaram.
Findou que a festa se estendeu ate as 7 da manha. Ficamos ate o fim. Mas o aviao partia as 7:25. Patricia decidiu, entao, que o melhor a fazer era vir conosco e tomar uma cerveja na beira do Tamisa.
(Mark)

Aqui comeca um parentese que vai explicar uma das razoes pelas quais estou aqui.
Domingo ensolarado (que????????!?!?!?!?!) em Londres...Final da Copa do Mundo.
Sai com mais uns caras da tal casa que mencionei antes, queriamos assistir o jogo. Impresionante como o povo por aqui eh patriota. Aposto que no Brasil eles nao agiriam nem em dez por cento naquela empolgacao. Foi uma catarse: a galera se jogando nas fontes da Trafalgar Square, batucando, cantando e dancando e claro, bebendo ate desmaiar. Eh claro que eu tambem fiquei muuuuuito, mas muito bebada. tambem, a lata de cerveja por aqui da quase um litro.
Passeando pela tal praca, e perdida dos meus "coleguinhas", vi dois caras super altos e loiros. Logo pensei que eram alemaes (era Brasil x Alemanha, lembra?) e tb essa mania de brazuca, todo loiro ou quem tem olhos verdes ou azuis eh o "alemao". A pergunta ja ia sair, mas quem veio com a abordagem foi o mais alto:
"Vc ta perdida?"
"Eh, tou procurando meus amigos"
"Ah, deixa a gente te ajudar a achar esses caras entao. Prazer, sou o Mark"
"Prazer , Angelica"
Em dois dias (prazo pra todo mundo sair da casa) estavam todos na rua. Eu e grande parte do pessoal que morava na tal casa. Tentamos alugar uma casa, em Stratford, leste de Londres, lugar longe pra caralho. Mas nao deu certo. No fim, todos se separaram e eu fiquei sem ter para onde ir. Passei noites em hoteis vagabundos, que fediam a mofo, com camas horrorosas. Tudo seria pior e eu teria decidido voltar para a Terra de Sarney se...(deixa eu abrir um parentese...)
Foi la, no aeroporto, que cai na real: eu estava completamente, fodidamente SOZINHA. A unica referencia que eu tinha era de um cara egipcio, que morava no centro de londres, e com quem eu ja tinha conversado antes pelo ICQ, nada mais. E foi esse cara quem me ajudou a chegar na casa em que fiquei durante meu primeiro mes por aqui.
Achei essa casa quando ainda estava no Brasil e me pareceu razoavel. Chegando la, gastei metade do dinheiro que tinha levado e ainda fui expulsa no fim do mes pela dona da casa, que eh uma vaca, aquela desgracada. O motivo: "vc e seus amiguinhos fazem muito barulho na cozinha a noite....Ta muito 'noisy'"
Dai pra frente, comecei militancia contra a "Sharing Home da Ivete". O endereco daquele inferno eh www.sharinghome.com.
Do momento em que avistei as casinhas arrumadas em forma de asterisco e o ceu cor de chumbo de Londres, comecei a ter arrepios na espinha. De tanto ler e reler as "dicas" de brasileiros que se aventuram por aqui na Internet, historias de gente deportada, que saiu algemada da imigracao , issos e aquilos rocambolescos....
Fila da imigracao. Quatro brazucas na minha frente na fila. Minha vez chegou logo. A oficial da imigracao, depois de me perguntar quanto tempo eu pretendia ficar, carimbou meu passporte com seis meses de visto , como turista. Continuei meu caminho pelo corredor que dava para a sala onde eu deveria pegar minha mochila. Tive que sentar, eu tremia como vara verde. Medo de que viessem atras de mim e voltassem atras na decisao de me dar o visto....!

Wednesday, November 13, 2002

Foi entao que o dia milagroso chegou. Fui mandada embora do trabalho. Dai pra frente o processo durou exatos dezessete dias. Comprei minha passagem e uma mala nova e algumas poucas roupas com o dinheiro que ganhei na minha rescisao, alem de colocar umas poucas libras esterlinas no bolso e marchei em direcao ao aeroporto de cumbica.


A unica coisa que me fez sentir um aperto no coracao foram os olhos marejados da minha mae na hora da despedida. Quando me sentei na poltrona do aviao, cai num sono profundo. Quando acordei, ja estava a ponto de deixar os limites aereos do nosso Brasil varonil. tentei olhar para baixo na esperanca de enxergar a terra nordestina, mas ja era noite. Acho que foi um sinal.
Longa historia...imagina um namoradinho que passa horas e horas na frente do computador e da frente deste nao sai, por nada. Mesmo que vc esteja na frente dele de pernas abertas, dizendo: "me come".
Pois e. Depois desse loooongo periodo de privacao sexual e entre outras coisas que vou contar em doses homeopaticas (mesmo porque nao quero falar muito sobre) e tedio, tedio, tedio. Tedio por ir trabalhar numa editora que fica a cinco minutos a pe da minha antiga casa em Sao Paulo, onde eu tinha um respeitavel emprego como reporter. Na verdade, eu era uma jornalista bem diferente daquilo qu voce costuma imaginar como "reporter".
Nove horas. Bater o cartao ate nove e cinco. Meditar sobre a vida e seu artigo e passear pela internet ate meio dia, quando bate a fome e a vontade de fofocar num lugar mais seguro, se eh que voce me entende. Comer no quilo que fica a dez metros da editora e ir para o parque, que deve ficar uns quarenta metros distante, dormir durante meia hora, fofocar e fumar um cigarrinho em mais 40 minutos. Voltar, meditar mais um tempo, se envolver em intrigas da oposicao (jornalista eh uma raca maldita) e bater o cartao para sair as seis da tarde. Nada de empolgantes coberturas com microfone em punho, nem capa de jornal com teu nome na manchete. E mesmo se fosse...eu ja tava de saco cheio de tudo.

Yeah. Sirva-se de champanhe vc tambem, este eh o pontape inicial do meu blog. Vou desabafar para mim mesma e para quem mais quiser ler, minhas desventuras e aventuras, tedio, tretas e mutretas aqui na terra da tia beth. Estou vivendo aqui em Londres, Inglaterra desde junho deste ano e estou sobrevivendo com ajuda milagrosa daquele jeitinho brasileiro que todo mundo detesta admitir que tem, aqui por estas bandas.


Vou fazer um tipo de retrospectiva aos poucos, pra explicar os fatos melhor. Aos poucos vc vai me conhecer por inteeeeiro....


Ah, antes que eu me esqueca...

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pronto. tou em todos os sites de busca.